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Bezetacil
 

 

COLUNA SEMANAL! Jornalismo gonzo! Cultura, arte, música, literatura, café, cigarros, mulheres, e tudo mais que pode servir como acompanhamento. Novela mexicana com dublagem ruim, relatos de um cara medíocre e sua vida moderna, cheio de problemas e falta de dinheiro. VERE IZ DA STORN! Ghilardi é escritor, poeta, letrista, músico, dj, designer, gosta de café, odeia acordar cedo, assim como dormir cedo também.
 
 

 





Summertime Cowboy - Husky Rescue



Lazy Lover - Brazilian Girls



Daft Punk is Playing at My House - LCD Soundsystem



Marching the Hate Machines (Into the Sun) featuring the Flaming Lips - Thievery Corporation



Over Our Heads - Zero 7



Mina Loy (M.O.H.) - Billy Corgan



Hounds of Love - The Futureheads



The Passenger - Wallflowers



Little Sister - Queens of The S. A.



Superman - Stereophonics



King Of The Rodeo - Kings Of Leon



Banquet - Bloc Party



White Light - Gorillaz



God Killed the Queen - Louis XVI



E Talking - Soulwax



Callin´Out - Lyrics Born



Speed Of Sound - COLDPLAY



Black Tambourine - BECK



The Hand That Feeds - NIN



Lyla - Oasis



Krafty - NEW ORDER



Black and White Town - DOVES



Lift Me Up - MOBY





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Ghilardi

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17.7.06
 

29.6.06
 

Pixies Unplugged.





A lenda indie Pixies prepara para agosto o lançamento de um DVD onde poderá ser conferido sua performance totalmente acústica. O show foi gravado em 2004 no histórico Newport Folk Festival, o mesmo palco onde o clássico "plugged in" de Bob Dylan rompeu com suas estruturas folk em 1965.

Em 'Pixies: Acoustic - Live In Newport' a lenda, assim tratada pelos fãs, entre os quais se encontra muitos dos maiores grupos de rock da atualidade e dos últimos 20 anos, apresenta um set list com 22 de suas maiores canções, em sonoridade acústica e versões cruas e sujas. Além da apresentação o DVD apresenta 21 minutos com imagens dos bastidores e uma versão acústica de 'Debaser', talvez maior clássico da banda, qual não foi inserido no set list oficial do show.

O Set list do Show:

'Bone Machine'
'Cactus'
'Ed Is Dead'
'All Over The World'
'Subbacultcha'
'Monkey Gone to Heaven'
'Is She Weird'
'Here Comes Your Man'
'River Euphrates'
'Velouria'
'Wave of Mutilation'
'I Bleed'
'Crackity Jones'
'Gouge Away'
'Hey'
'The Holiday Song'
'Nimrod's Son'
'Mr Grieves'
'Caribou'
'Vamos'
'Where Is My Mind?'
'Gigantic'

Newport Folk Festival foi o local onde Bob Dylan causou a famosa reação furiosa e destrutiva por romper pela primeira vez com o Folk acústico e apresentar um show que foi interrompido diversas vezes, mas foi executado até o fim de seu set, com instrumentos plugados e uma banda completa.

Até o fim do ano outro DVD do Pixies será lançado, trata-se de 'LoudQUIETLoud', um filme qual apresenta e acompanha a reunião do grupo em 2004, com depoimentos, performances e muitos momentos iluminados, dessa que já é uma das maiores bandas de rock que surgiu nos últimos 30 anos. A pré-estreia de 'LoudQUIETLoud' será no festival de cinema de Edinburgh, o filme deve estar disponível para venda em novembro. Atualmente o grupo Pixies se encontra em turnê pela Europa.

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26.6.06
 

Bukowski.





Charles Bukowski é um dos escritores contemporâneos mais conhecidos dos EUA, e alguns diriam que é o poeta mais influente e o mais imitado. Nasceu no dia 16 de agosto de 1920 em Andernach, na Alemanha, filho de um soldado americano e uma mãe alemã e mudou-se para os EUA com três anos de idade. Cresceu em Los Angeles e lá viveu durante 50 anos. Publicou seu primeiro conto em 1944, com 24 anos de idade, e começou a escrever poemas com 35. Morreu em San Pedro, Califórnia no dia 9 de março de 1994 com 73 anos, pouco depois de ter terminado seu último romance: Pulp (1994). Charles Bukowski é um escritor único. Escatológico, melodramático, cínico, marginal (izado), antiacadêmico, anti-grupos literários, lírico, alcoólatra, machista, politicamente incorreto, anarquista e um grande escritor. Alguns críticos teimam em colocá-lo lado a lado com a turma dos beatniks, mas Bukowski nada tem a ver com Kerouac e Ginsberg. Os beats são filhos do surrealismo francês, gostavam de jazz e eram liberais sexualmente. Estavam à margem do sistema, talvez apenas aí haja uma comparação entre eles. O velho Buk, "the old dirty man", (além de adorar Mozart e Schoppenhauer) era um escritor solitário, era uma gangue sozinho, era um beberrão sensível. É realmente visível esse desconforto americano para com seus filhos renegados, podendo ser feita até uma análise da sociedade americana pela literatura de Buk; fundada por protestantes que vieram trazer a liberdade e a riqueza pra essas terras de cá, mas que no entanto não conseguem lidar quando indivíduos fogem desse sistema, os losers que incomodam, simplesmente por existirem. A cultura de exaltação do indivíduo tem efeito contrário, tornando todos uma grande massa homogênea e despersonalizada. E a literatura de Charles Bukowski entra neste contexto, narra a vida das pessoas comuns: que trepam, que se ferram pra pagar aluguel, que bebem, que trabalham ou procuram por, que não são inteligentes ou cultas a ponto de ser um winner na sociedade. Tanto que analisando criticamente a literatura bukowskiana, pode-se dizer que os livros são em sua grande parte iguais, tanto o estilo narrativo cru, tosco e por aí chegando ao poético até as histórias sempre narrando a vida dessas pessoas, no caso sempre ele, centralizador dos sentimentos e do estilo de vida pelo qual essas pessoas marginalizadas vivem. Enfim, nós, os leitores de Charles, somos como mulher de malandro. Somos agredidos, apanhamos das palavras ácidas dele, mas queremos mais. Não há como se sentir maltratado e intrigado ao ler nos romances de Buk diálogos como esse:

"- Eu odeio pessoas, você não?


- Não. Só quando elas estão perto de mim."


Charles Bukowski não teve muitos herdeiros. Sua escrita era (é) única e especial. Mas ele não estava muito preocupado com isso.



[B][u][k][o][w][s][k][i]
PREFÁCIO. Charles Bukowski levantou-se da cadeira e pegou uma cerveja na geladeira, atrás dele, no palco. A platéia aplaudiu enquanto ele bebia, emborcando a garrafa até tomar a última gota dourada. "Isto não é uma muleta", disse ele, falando lentamente, com uma cadência na voz, como W. C. Fields. "É uma necesssssidade." A platéia riu e aplaudiu. Uma jovem na frente gritou que ele era um velho legal. De fato, aos cinqüenta e dois anos, Bukowski tinha idade suficiente para ser pai da maior parte dos garotos que ali estavam para ouvir sua leitura e, por isso, sua atitude tornava-se muito mais engraçada. Bukowski tinha uma aparência estranha e um modo peculiar de falar. Era um homem alto, de um metro e oitenta, encorpado, com uma barriga de cerveja, mas sua cabeça parecia grande demais para o corpo, e o rosto era assustador como uma máscara de Frankenstein: queixo comprido, lábios finos, olhos tristes, apertados e encovados.
Um grande nariz de beberrão, vermelho e roxo, com veias rompidas, e uma barba grisalha e desigual sobre a pele oleosa, marcada pela acne: pele tão ruim que parecia trazer as marcas de uma queimadura. Voara para São Francisco, em setembro de 1972, levado pelos editores da City Lights Books, em razão do sucesso de uma coletânea de seus contos, Erections, Ejaculations, Exhibitions and General Tales of Ordinary Madness* Oitocentas pessoas pagaram para entrar em um ginásio em Telegraph Hill, ansiosas por ver o autor de Life in a Texas Whorehouse e outras histórias chocantes, aparentemente autobiográficas. A idéia de aparecer diante delas aterrorizava Bukowski. Embora sua aparência causasse um certo impacto, era um tímido inveterado e odiava a si mesmo por ter arrastado seu traseiro até a cidade dos escritores beatnik, um grupo do qual não gostava e no qual não se inseria. Bebera durante todo o dia para criar coragem. No vôo de Los Angeles pela manhã, no restaurante italiano em que ele e Linda almoçaram e atrás da cortina enquanto esperava a deixa para entrar em cena. Seu rosto estava cinza de medo. Vomitou duas vezes. "Sabe, é mais fácil trabalhar em uma fábrica", disse ao amigo Taylor Hackford, que filmava um documentário. "Não tem essa pressão." A multidão o conhecia por seus contos, mas Bukowski leu poesia. Poemas sobre bebida, jogo, sexo e até mesmo idas ao banheiro ­ ele sabia que só o título "piss and shit" já os faria rir. "Vejam, alguns desses poemas são sérios, e tenho que me desculpar porque sei que algumas platéias não gostam de poemas sérios. Mas tenho que ler alguns de vez em quando para mostrar que não sou uma máquina de beber cerveja." Escolheu um poema sobre seu pai, a quem odiara com toda a força. Chamava-se "the rat":
with one punch, at the age of 16 and ½,
I knocked out my father, a cruel shiny bastard with bad breath, and I didn¹t go home for some time, only now and then to try to get a dollar from dear momma.
it was 1937 in Los Angeles and it was a hell of a Vienna. ... me?
I¹m 30 years older, the town is 4 or 5 times as big but just as rotten and the girls still spit on my shadow, another war is building for another reason, and I can hardly get a job now for the same reason,
I couldn¹t then: I don¹t know anything I can¹t do anything.
com um murro, aos 16 anos e ½, derrubei meu pai, um filho da puta cruel com mau hálito, e não voltei para casa por um tempo,
só vez por outra para batalhar um dólar com a querida mamãe.
era 1937 e Los Angeles era uma grande Viena. ... eu?
Tenho 30 anos, a cidade está quatro ou cinco vezes maior mas tão acabada quanto e as garotas ainda cospem quando passo, outra guerra se cria por outra razão, e não consigo emprego agora pela mesma razão de outrora:
não sei fazer nada, não consigo fazer nada.



Parecia que ia chorar quando terminou os últimos e tristes versos, mas mudou de repente e começou a representar o rebelde novamente. "Eu conheço você?", perguntou a uma fã, que fez um pedido. "Não seja insolente, gracinha...", ameaçou, desatando a rir. "Mais uma cerveja e vou pegar todos vocês." Jogou a cabeça para trás, deixando à mostra os dentes estragados, e gargalhou. "Ha, ha, ha. Cuidado!"
Outro fã tentou subir no palco.
"Que diabos você quer, cara? Sai do meu pé!", disse Bukowski, como se falasse com um cachorro.
"Quem é você, algum babaca?" O público gritou e gargalhou. Alguém perguntou quantas cervejas ele conseguia beber. Outros não estavam tão impressionados e exigiam que Bukowski parasse de perder tempo. Eles haviam pago para ouvir sua poesia, não para ver um bêbado. "Vocês querem poemas?", provocou os alunos, antipatizando com suas roupas caras e rostos despreocupados.
"Implorem."
"Foda-se, cara!"
"Mais algum comentário?"
Quanto mais bêbado ficava, mais hostil se tornava, e mais hostilidade recebia da platéia.
"No final, eles atiravam garrafas", recorda o poeta beat Lawrence Ferlinghetti, dono da City Lights Books, que abriu caminho, à força, para tirar Bukowski de lá, pensando em sua própria segurança.

Charles Bukowski: Vidas e loucuras de um Velho Safado.
São Paulo: Conrad Livros, 2000.

Ereções, Ejaculações e Exibicionismos (Porto Alegre: L&PM, 1984. 2ed.)
Crônica de um Amor Louco (São Paulo: L&PM, 1984). O livro era dedicado a sua jovem namorada, Linda King.

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Gish, 1991.



O Smashing Pumpkins sem dúvida foi uma das mais brilhantes e influentes bandas de rock dos anos 90. Fundado no final dos anos 80, em Chicago, o quarteto que contava com Billy Corgan, na guitarra e vocal, James Iha na segunda guitarra, D´arcy Wretzky no baixo e o baterista prodígio Jimmy Chamberlin.
Os Pumpkins em parte se beneficiaram principalmente com a explosão de bandas do cenário alternativo como Sonic Youth , R.E.M. e Jane´s Addiction. Os Pumpkins se destacaram pelo seu som íntegro, de apelo para massas e sem medo de se espelhar no rock grandioso de arena.
Tais características estão delineadas em Gish, seu primeiro álbum e que chamou a atenção para o trabalho da banda. Lançado no dia 28 de maio de 1991, sendo que a banda já estava em turnê desde o dia 9 desse mês, abrindo os shows do Gun's and Roses.



Em uma entrevista, Billy Corgan disse o seguinte sobre o debut do Smashing Pumpkins: "O álbum é sobre medo e ascensão espiritual. Não é um álbum político, é um álbum pessoal". Muitos dizem que esse primeiro disco do Pumpkins só não foi um grande sucesso comercial pois foi ofuscado pelo lançamento quase que simultâneo de "Nevermind", do Nirvana (também produzido por Butch Vig). De qualquer maneira, a expectativa inicial da Caroline de vender 30.000 cópias foi superada em muito. Ainda sobre o debut, vale ressaltar que todas as sessões de bateria foram gravadas em 4 dias, e que "I Am One" e "Tristessa" - músicas que apareceram nas demos tapes da banda - foram re-gravadas e figuram no playlist deste disco. Depois dos shows ao lado de Axl Rose e cia, o Smashing Pumpkins parte para uma turnê mundial de divulgação de "Gish", que duraria 18 meses e quase leva ao fim precoce do conjunto. Ao longo dessa turnê, foram começando a aparecer problemas entre os quatro integrantes, ao mesmo tempo que ficava evidente que eles não se davam muito bem. Paralelamente à turnê, o conjunto foi agendando vários shows, aparições em programas de TV e rádios, entrevistas e matérias em revistas, etc. Aos poucos, o Smashing Pumpkins ganhava fama. "I am one", faixa que abre Gish e que foi o primeiro single dos Pumpkins, é o melhor cartão de visitas da banda: baixo e bateria introduzem um groove mortal até Corgan e Iha entrarem com suas guitarras pesadas, mas rica em timbres, a voz de Corgan aparentemente soa frágil. Chamberlin antes de entrar para os Pumpkins era baterista de Jazz, isso é logo perceptível em suas alterações constantes de tempo e ritmo o que logo se tornou marca registrada dos Pumpkins. Na faixa seguinte "Siva", outra característica é marcante: as passagens de calmaria psicodélica (muito bem executadas) em meio à pancadaria inspirada em um riff de "Paranoid" , do Sabbath.
Gish tem boa dinâmica, como se pode perceber ao embarcar na terceira faixa, "Rhinoceros" , uma lenta e bela viagem ao estilo de "Drown", faixa da trilha de Singles - Vida se Solteiro, que começou a chamar atenção do grande público para os Pumpkins. A grande seqüência de abertura do disco segue com a longa "Burry Me", uma espécie de supra-sumo do melhor do rock dos anos 60, 70 e 80. Segue-se a balada acústica "Crush", que antecipa o que seria "Disarm", um dos maiores sucessos da banda lançado em seu segundo álbum, Siamese Dream. Gish é um dos melhores exemplos da excelência instrumental dos Smashing Pumpkins . Problemas com Drogas (de Jimmy Chamberlin) e de relacionamento (Corgan é reconhecido como um obsessivo perfeccionista, que não hesitava em mudar o que os músicos haviam feito) acabaram por tornar instável a carreira da banda.



Os problemas entre os integrantes do Smashing Pumpkins já eram conhecidos e tidos como fato por fãs e imprensa. Eles próprios admitiam isso. Billy disse certa vez que o Pumpkins não funcionava como uma banda normal, e que os períodos juntos eram verdadeiros pesadelos para ele. Atualmente ele acrescenta ainda que, essa fase inicial foi tão ruim que ele não gosta nem de pensar nisso, quanto mais de falar sobre. Por conta disso, ele passou pelo famoso bloqueio criativo do qual tantos artistas reclamam, não conseguindo escrever e nem compor músicas por algum tempo. Para tentar esquecer isso, e enfrentar as expectativas que se criaram em cima do Smashing Pumpkins e principalmente dele próprio, Billy Corgan frequentou durante algum tempo um terapeuta.
No fim da turnê de "Gish", em setembro de 1992, a banda se concedeu um perídodo de descanso (o fato de ficarem longes um dos outros já era algo reconfortante), mas logo a Virgin começou a pressioná-los para a gravação de um novo disco. Assim, no começo de 1993, o Smashing Pumpkins começa a trabalhar para lançar seu segundo disco, o sucessor de "Gish".Gish foi gravado entre dezembro de 90 e março de 91 nos Smart Studios, em Madison, no Wisconsin. A produção foi de But Vig, que formataria a usina de som do Nirvana para o sucesso do disco Nevermind. Nos créditos, o encrenqueiro Corgan agradece a Vig (que também foi membro da banda Garbage) pela "paciência" que tornou o álbum possível.

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Believe - The Chemical Brothers



Ladies and Gentleman - Hot Hot Heat



Everyday I Love You Less and Less - Kaiser Chiefs



Processed Beats - Kasabian



Honest Mistake - The Bravery



Crown Of Love - Arcade Fire



M.O.R. - Blur



Pumping On Your Stereo - Supergrass



Don't Steal Our Sun - The Thrills



Buffalo Tom - Summer



Artificial Joy Club - Sick and Beautiful



Marcy Playground - One More Suicide


Modest Mouse - Float On



Stone Roses - She Bangs The Drums



Snow Patrol - Spitting Games



Stereo Total - I Love You Ono



The Von Bondies - C'Mon C'Mon


Suede - Beautiful Ones



Eels - Novacaine For The Soul



O Albergue .
por Érika Liporaci. Embora não justifique o estardalhaço da propaganda, que alega que pessoas passaram mal durante a projeção, O Albergue é um filme que assusta. E muito. Mais pela tese que endossa do que propriamente pelas cenas sanguinolentas. O tema central da história é a noção de que, tirando o verniz de civilização, o homem é bestial. O que nos impede de cometer um ato de violência, a noção de que é errado ou o medo de ser punido? E talvez resida aí a maior qualidade do filme: capturar o espectador aos poucos. O que, a princípio, parece que vai descambar para o estilo sexta-feira 13, logo toma a forma de um sinistro encontro com os instintos humanos mais primários. Em alguns aspectos, lembra "Jogos Mortais". Boa pedida para quem não se assusta com algumas fraturas expostas e muitos litros de sangue.



Hangin Freud.

Paula Borges (Guitarra/Voz/Teclado/ Violão) e Jonathan (Baixo/Percussão/Programações) são responsáveis pelo barulho do alternativo Hangin Freud. Qualquer insinuação quanto a PJ Harvey, Courtney Love e a melancolia extrema de Radiohead não é simples coincidência. Distante do pop óbvio a mistura de angustia e guitarras trabalhadas são parte de uma das características que marcam o som. Hangin Freud é o barulho abafado do interior de quartos sujos e mentes pervertidas.


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